7 problemas do franchising para franqueado e franqueador

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Se nem tudo são flores em uma relação de negócios, no vínculo entre franqueadofranqueador, não poderia ser diferente. O universo das franquias não está imune às dificuldades existentes no mundo corporativo. Mesmo que seja um negócio lucrativo para ambas as partes. No entanto, os problemas do franchising ajudam a garantir muitas melhorias no suporte aos franqueados.

Neste artigo, serão expostos os 7 principais problemas do franchising que prejudicam a expansão do seu negócio. Portanto, se é isso o que você procura, acompanhe a leitura!

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Quais os principais problemas do franchising para franqueado e franqueador?

1. Falta de atenção ao contrato de franquia

É consenso que abrir uma franquia é um procedimento mais simples do que começar o próprio negócio do zero. Mesmo que seja necessário algum tipo de suporte por parte do franqueado, diversos parâmetros já são definidos previamente pela marca no momento da assinatura do contrato.

Essas informações são emitidas por meio da Circular de Oferta de Franquia. No mundo das franquias, é conhecida simplesmente pela sigla COF.

A COF é o documento mais importante de um contrato de franquia. Por isso, é fundamental a análise profunda e cautelosa dele antes de assinar. Como já dito, diferentemente de um negócio construído do zero, uma franquia segue algumas regras e normas que já foram testadas previamente e, por isso, tornam o negócio sustentável.

Todas essas normas devem ser descritas na COF, e algumas delas são:

  • balanços financeiros;
  • layout do ponto;
  • investimento inicial;
  • valores de taxas;
  • suporte da franqueadora;
  • e diversos outros itens que podem variar de acordo com a franquia adquirida.

Além disso, em um contrato de franchising, existem cláusulas restritivas para resguardar os padrões de qualidade da rede.

Portanto, adquirir uma franquia sem analisar o contrato e suas cláusulas antes é um dos principais problemas. Pois, tanto para o sucesso do franqueado quanto do franqueador, é fundamental a sintonia de ideias.

2. Apostar em vários formatos de franquias

Cada tipo de franquia tem características próprias e especificidades operacionais diferentes umas das outras. Ter conhecimento sobre qual é o perfil ideal para você pode ser essencial para evitar problemas no franchising.

Logo, quando se opta por diferentes modelos de franquia ao mesmo tempo, o franqueador pode perder o foco e acabar com o seu negócio descaracterizado, fazendo exatamente o caminho inverso do procurado.

O mais indicado, na maioria das vezes, é escolher apenas uma opção entre as disponíveis, como loja, quiosque, display, franquia compacta e outros modelos.

Dessa forma, você abrange seus franqueados de maneira uniforme e estreita o seu relacionamento com eles. Como resultado, é possível entender e visualizar quais são as maiores dificuldades e facilitar a solução de problemas de uma maneira geral.

3. Focar a expansão em quantidade e não em qualidade

Se você está procurando uma expansão de forma desordenada, simplesmente, para atingir um determinado número de unidades franqueadas no mercado, considere mudar o seu pensamento urgentemente.

Buscar por uma expansão desenfreada apenas para justificar os custos feitos na abertura do seu negócio, sem ter a preocupação e o cuidado na seleção do franqueado, é extremamente prejudicial à sua marca.

Não planejar a expansão de uma forma profissional só tem um resultado possível: abertura e fechamento constante de unidades. Portanto, escolha seus franqueados de maneira cuidadosa e criteriosa. Mesmo que isso represente um crescimento mais lento, você terá uma marca cada vez mais sólida no mercado.

4. Investir ao mesmo tempo no startup de redes de franquias diferentes

Uma situação bastante comum de acontecer é a diversificação do franchising. Em outras palavras, abrir outras redes de franquias ao mesmo tempo. Esse é um problema recorrente entre franqueadores que já obtiveram sucesso na criação de uma franquia.

Quando já se tem experiência na criação e na venda de uma franquia, alguns franqueadores se veem tentados a arriscar a criação de outras empresas para aumentar o número de vendas e diversificar os produtos e serviços oferecidos.

O risco de investir na abertura de diferentes franquias ao mesmo tempo é extremamente alto, visto que a perda de foco e de envolvimento em cada um dos negócios é uma consequência inerente ao processo. Então, se você quer ter sucesso na gestão de uma rede de franquias, foque única e exclusivamente ela.

5. Licenciar marca quando se está concedendo franquias

Para se esquivarem de problemas judiciais por conta da Lei de Franquia Empresarial, não raro, é possível notar empresas que dizem licenciar uma marca quando, na verdade, estão simplesmente concedendo o direito de franquia.

Isso porque muitas redes de franquias se denominam de uma outra maneira. Pois, entendem que podem agir da mesma forma e optar por um tratamento jurídico diferente entre os seus integrantes,

Vemos no mercado contratos celebrados com os mais variados nomes. Apesar disso, se nota também a presença de todas as características de uma franquia. O mais comum deles é o licenciamento. Isso vai além do desconhecimento técnico, já que a concessão de um franchising traz ao franqueador mais custos, responsabilidades e obrigações do que o licenciamento de marca.

Mas, apesar do aparente benefício, optar por licenciar a marca em despeito do franchising nem sempre é o ideal para o seu negócio. Portanto, analise bem o cenário no qual você e sua empresa estão inseridos antes de se submeter a essa escolha.

estratégia de expansão

6. Não conhecer o público-alvo

Um dos principais problemas das franquias é o conhecimento raso do seu público-alvo por parte do franqueador. Conhecer o público para o qual você pretende vender o seu produto deveria ser a primeira coisa a ser pensada antes de começar um novo negócio. E, se tratando de franchising, esse é um pilar fundamental para o sucesso do empreendimento.

A única forma de uma empresa produzir e vender o melhor produto possível para o seu público-alvo é conhecendo-o. Para atingir esse conhecimento, é fundamental que o franqueador realize pesquisas observacionais, além de traçar perfis de compra e fazer análises de mercado e estudos de geomarketing.

Além disso, ignorar os feedbacks dos seus clientes pode trazer prejuízos à sua franquia. Principalmente, porque, graças à expansão tecnológica que presenciamos na atualidade, a representatividade dos clientes aumentou significativamente.

Avaliações em mídias sociais, tais como as do Facebook, que permitem que os consumidores classifiquem seu estabelecimento de 1 a 5 estrelas, seguido por um comentário, são parâmetros levados muito a sério hoje em dia.

Dito isso, esse é um indicador que deve ser considerado pelo franqueador. Receber uma estrela pode representar um ponto negativo momentâneo. Ainda assim, com certeza, vai ajudar na correção de problemas em áreas que devem ser melhoradas.

7. Ignorar o feedback da rede franqueada

Um dos caminhos para o sucesso de uma franquia é a comunicação. Por isso, o feedback da rede franqueada é extremamente importante. Afinal, essa é uma forma eficiente de fortalecer as relações entre franqueador e franqueado. Além disso, é uma maneira de oferecer suporte e ter conhecimento sobre o dia a dia da operação.

Esclarecendo todos os questionamentos acerca dos feedbacks obtidos, o franqueador será capaz de criar soluções para os problemas encontrados e terá uma relação mais próxima e produtiva com a sua rede franqueada.

Qual a importância de uma boa relação entre franqueador e franqueado?

Evitar conflitos é algo que se faz essencial em todas as áreas da vida. Contudo, no setor profissional, em especial, no varejo, manter bons relacionamentos é um modo de garantir a sobrevivência no seu mercado. E isso não é diferente quando falamos na relação entre franqueador e franqueado.

Entre eles, precisa haver uma atmosfera de confiança mútua, já que o franqueador deverá oferecer ao franqueado todos os direcionamentos e treinamentos necessários para colocar o estabelecimento em operação com a organização esperada, além de lucratividade.

Quais as consequências de uma má relação entre os dois?

Quando não há uma boa relação entre franqueador e franqueado, um dos maiores riscos a que ficam sujeitos é de descaracterização da franquia. Isso sem contar que essa relação não deixa de ser uma forma de convivência, que, para ser frutífera, precisa ser harmoniosa.

Quando essa harmonia não acontece e a convivência se torna insuportável, a tendência é de que o negócio se desfaça, ou até mesmo gere grandes prejuízos.

Tudo isso poderá causar problemas como a ausência de conformidade em relação às regras da franquia, falta de diálogo e consequente omissão de informações importantes, bem como ausência do franqueado no estabelecimento e desmotivação.

Como analisar esses problemas antes de investir em uma franquia?

Quando se pensa em investir em uma franquia é preciso que se tenha objetivos muito claros sobre aonde se quer chegar. Desse modo, é necessário prestar muita atenção ao alinhamento desses objetivos do franqueador e franqueado.

Se cada um estiver tentando ir para direções opostas, a probabilidade de enfrentarem um dos problemas listados até aqui é bem grande. Por isso, o franqueado deve conhecer a fundo o COF das franquias pelas quais se interessa. Afinal, os objetivos dela devem ser parecidos com os que ele tem em mente.

Se você está nessa condição e chegou à conclusão que sim, que a proposta da franquia está coerente com as suas expectativas, é hora de conversar com outros franqueados e ver como está sendo a experiência deles. Procure saber sobre os treinamentos disponibilizados, a qualidade do atendimento do suporte, a reposição de produtos etc.

Se algo não parecer muito bem, questione ou até mesmo comece a procurar por outras opções. Lembre-se de que, uma vez comprometido com o franqueador, você precisará se condicionar às exigências do contrato, então, verifique se será capaz de lidar com elas antes de dar esse importante passo.

Conclusão

Como vimos ao longo deste post, alguns problemas do franchising podem se agravar na relação entre franqueador e franqueado. Por exemplo: a não observância do contrato, a falta de comunicação entre as partes, foco na quantidade em detrimento da qualidade, o não conhecimento adequado das necessidades e dores do público-alvo e, ainda, o descarte dos feedbacks do franqueador.

Apesar de tudo isso, você também descobriu que a manutenção de uma relação de confiança e o alinhamento de objetivos são as soluções para todos esses problemas.

O que achou do nosso artigo sobre os problemas do franchising? Essas dicas ajudaram você de alguma forma? Então continue acompanhando o blog da Goakira!

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