Quiosques: ilhas de oportunidades

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A instalação de quiosques também é uma opção para quem pretende investir em franquias. Eles podem servir tanto para testar a aceitação de produto no local quanto para esperar a liberação de um ponto no shopping com o objetivo de se instalar a loja. Um dos benefícios é que o investimento inicial corresponde, geralmente, a apenas um terço daquele feito em unidades convencionais, mas a preocupação com o estoque, por exemplo, deve ser redobrada.

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Antonio Horacio, diretor comercial da Ancar Ivanho, explica que os quiosques ocupam espaços de 3 a 12 metros quadrados. O diretor administra shopping centers em todo o país.

Apesar de não ter o tamanho da loja e não apresentar o mesmo conforto para receber os clientes, o investimento inicial varia de R$ 30 mil a R$ 50 mil em média, segundo ele.  Horácio destaca que essa é uma operação temporária, pois o shopping, na maioria das vezes, não tem interesse em ficar com o mesmo quiosque durante muito tempo.

“Os de alimentação têm uma vida útil maior, mesmo assim, são reformados, renovados e, eventualmente, mudados de lugar”, diz.

Preocupações

Ele lembra ainda que é uma preocupação constante do shopping a apresentação dos estandes. O espaço é planejado para recebê-los, inclusive com a previsão de corredores maiores. “Consideramos essas operações importantes para o nosso mix de lojas no shopping, não é uma coisa menor ou assessória”, garante.

Outra preocupação do franqueado deve ser com o estoque. “A estocagem de um quiosque requer um sistema de abastecimento quase que semanal”, afirma José Antonio Ramalho, consultor credenciado de franquia do Sebrae Nacional e responsável pela expansão da marca Empório Essenza.

Em 2002, os irmãos Vinicius, 35 anos, e Vanessa Eid, 37, começaram a investir na franquia de assessórios pessoais Chilli Beans. A empresa tem o 5º maior faturamento em operações de quiosques no país, de acordo com dados da ABF. Hoje, eles são donos de várias unidades da marca e acumulam experiência nos dois tipos de operação. “Por estarem no meio do corredor os quiosques pagam um metro quadrado proporcionalmente muito maior do que as lojas. Isso acontece porque eles ficam em locais que importantemente têm maior circulação e sem barreiras,”, afirma Vinicius. Por outro lado, Vanessa lembra que o corredor do shopping está repleto de estímulos. Então, os vendedores precisam estar ainda mais preparados para manter o cliente interessado no produto.

“No quiosque, os vendedores precisam ter entusiasmo, ser cativantes e apresentar argumentos. Para então segurar a atenção e fazer com que o cliente fique e compre”, detalha. Ela acrescenta que ter também uma loja, até no mesmo shopping, ajuda a dar segurança aos fregueses. “No início da operação, há 12 anos, muitos perguntavam se o quiosque era temporário, pois tinham receio de que numa próxima visita ao shopping ele não estivesse mais lá.

Uma loja, muitas vezes, ajuda a dar mais credibilidade para a marca, pois passa a impressão de algo duradouro”. Vinicius sugere que o empresário conheça o perfil do público no local e saiba negociar os custos com o shopping. Segundo ele, os gastos de ocupação—aluguel, condomínio, etc. não devem ultrapassar 12% do faturamento mensal.

Fonte: Correio Brasiliense

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