Plano de negócio: o guia definitivo

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Toda empresa busca um caminho sólido para atuar e, assim, conseguir atingir os resultados almejados. Sabemos que o empreendedorismo e o mercado apresentam constantes desafios que podem atrapalhar esses planos. Por isso, é preciso fazer uso dos recursos certos, como o plano de negócio, para conseguir vencer essas batalhas.

O plano de negócio funciona como um roteiro a ser seguido pelo gestor para que ele encontre um direcionamento melhor para a sua atuação da empresa. Além disso, ele engloba todos os fatores internos e externos que fazem parte desse contexto e que permitem simular possíveis cenários e projetar resultados possíveis.

Por isso, para explicar melhor a importância dele, montamos um guia definitivo sobre o assunto. Prossiga a leitura e confira!

O que é um plano de negócios?

Basicamente, podemos dizer que o plano de negócio consiste em um documento descritivo no qual constam os todos objetivos e metas de uma empresa e o que será feito para alcançá-los, assim como o seu posicionamento diante do mercado.

Com isso, se cria um panorama mais amplo sobre os investimentos que precisam ser feitos, ferramentas escolhidas, estrutura necessária para colocar o plano em prática, além dos meios necessários para a diminuição dos riscos.

O plano de negócios é um recurso muito útil e importante. Afinal, serve para validar ideias e verificar se é possível tirá-las do campo teórico e levá-las para a prática e, até mesmo, definir os processos, tecnologias e ferramentas que serão utilizados para isso.

Sobre a diminuição de riscos citada, o plano de negócio contribui para esse fator por trazer uma visão mais clara acerca da viabilidade do negócio. Ao contar com esse recurso, é possível se preparar melhor para enfrentar os desafios do cotidiano.

Mas essa diminuição de riscos também parte de uma boa análise do mercado, da definição do público-alvo, da otimização dos investimentos e da definição de estratégias de marketing e vendas, para que não sejam desperdiçados nem tempo e nem dinheiro em estratégias erradas.

próprio negócio

Objeto de análise

Já que falamos em análise, esse documento funciona como um bom objeto de análise. Principalmente para verificar se o caminho tomado pela empresa é, de fato, aquele relacionado a sua proposta e valores. Ou seja, se ela está mantendo a essência e os motivos pelos quais foi criada.

Isso é extremamente importante porque, na busca por melhores resultados, muitas empresas se perdem no caminho e acabam pegando atalhos que, apesar de serem financeiramente interessantes (mesmo que passageiros), acabam fugindo da proposta inicial da empresa.

Podemos citar, por exemplo, uma organização que preze por produtos da mais alta qualidade, mas, por não obter bons resultados, acabe vendendo produtos que são sabidamente de baixa qualidade apenas para fazer caixa.

Nesse sentido, o plano de negócios aponta claramente o que está errado. Dessa forma, fica mais fácil fazer uma reformulação para que o andamento das ações possa ser melhorado.

Um guia essencial

Na busca por maior produtividade e por manter um padrão de qualidade, é essencial que o gestor e a equipe saibam o papel de cada um e, principalmente, qual é a proposta da empresa.

Por isso, as informações contidas no plano de negócios servem como um guia nesse sentido, pois reúnem os principais fatores que permeiam a atuação de uma companhia, como missão, valores, objetivos e estratégias.

Vale destacar que um dos pontos fortes de um plano de negócio é justamente o fato de não ser um documento imutável. Conforme as exigências do mercado, ele pode e deve ser mudado a fim de direcionar os esforços para se adaptar à nova realidade encontrada.

É justamente essa capacidade de manutenção do que está funcionando e de adaptação rápida ao novo que faz com que as empresas consigam se destacar ano a ano. Com certeza, o sucesso delas passa pela constante aplicação e renovação do plano de negócio.

O que não pode faltar em um plano de negócios?

Considerando todos os fatores mencionados acima, fica a impressão de que montar um plano de negócio é algo complicado. Porém, com o passo a passo certo, especialmente levando em conta o entendimento do que não pode faltar, fica mais fácil criar um.

O primeiro ponto é compreender a estrutura do plano, de forma que ele possa ser aplicado em qualquer tipo de negócio. Vale frisar que ele se encaixa em qualquer empreendimento, quebrando, assim, o mito de que “isso é coisa para empresas grandes”.

Pelo contrário, as empresas pequenas e médias precisam dele tanto quanto as maiores, ou até mais, para garantirem um crescimento sustentável. O ideal para compreender esses elementos necessários é dividi-los por etapas. Veja!

Mercado

Por mais óbvio que possa parecer, o primeiro passo é entender o nicho que sua empresa escolheu para atuar. Entretanto, muitos empreendedores falham nesse sentido ao adentrar em um mercado do qual não têm conhecimento.

A explicação para isso está no fato de algumas pessoas se aventurarem em certas áreas por simpatia ou sem ter a devida experiência para se destacar nela. Então, para não cair nessa, é preciso estudar bem o mercado antes, para verificar a viabilidade ou não de colocar o negócio em prática.

Uma vez que a decisão de entrar em determinado mercado for tomada, é preciso fazer uma imersão profunda para que se domine a maior quantidade de conhecimento possível sobre ele. Isso é primordial para o próximo passo.

Identificação de oportunidades

Dando sequência ao estudo de mercado, o primeiro questionamento que deve ser feito é sobre as oportunidades identificadas e quais demandas podem ser atendidas sob esse aspecto.

Essa compreensão ajuda a entender se você deseja criar algo ou aplicar um modelo de negócio já existente. Um bom exemplo disso são as lojas (varejo), em que é possível replicar modelos já existentes (não copiando, mas se baseando neles) para atender à grande demanda existente nesse nicho.

Em muitos casos, o tipo de negócio pode ser tradicional, porém não existe nenhum concorrente na localidade escolhida, o que acaba tornando-o uma “novidade”.

Definição do público-alvo

Após compreender as oportunidades e o tipo de negócio, algo que não pode faltar em um plano de negócios é a definição do público-alvo. Não dar a devida importância para esse aspecto é um grande erro — infelizmente, cometido aos montes.

A definição do público-alvo ajuda a direcionar o negócio como um todo: estratégias, investimentos, prospecção, marketing. Tudo parte do entendimento sobre a persona ideal. Por exemplo, se você coloca uma rede de fast-food ao lado de uma academia, certamente os alunos e profissionais dela não serão o seu público-alvo.

Esse exemplo torna esse ponto mais fácil de ser entendido, por ser totalmente claro acerca do que não se deve fazer. Porém, nem sempre isso acaba sendo tão simples assim, principalmente no mercado digital.

Fazer uma campanha de mídia paga não significa necessariamente atrair milhares de pessoas para o seu site. Para o sucesso dela, deve-se usar uma estratégia direcionada para a sua segmentação de público-alvo — o que trará pessoas realmente interessadas no seu negócio e aumentará a chance de conversão.

E isso parte exclusivamente de um bom conhecimento acerca das pessoas que, de fato, fazem parte desse público-alvo, o que é fundamental para direcionar a estratégia. Um estudo de geomarketing pode fazer a diferença na hora de conhecer o seu público-alvo a fundo.

Formulações estratégicas da empresa

Lembra que mencionamos que o plano de negócios serve como um guia para que a empresa não se distancie do seu propósito inicial? É aqui que entra a formulação do que é a essência da empresa, o seu propósito, ou seja, o que ela pretende acrescentar ao mundo.

Para isso, são definidas as seguintes orientações, já bem conhecidas da grande maioria dos gestores, mas que vale a pena reforçar:

  • missão: deve deixar clara a razão da existência da empresa, para que e a quem ela se destina, qual problema ela pretende resolver;
  • visão: deve descrever onde a empresa pretende chegar a longo prazo, porém de forma realista, para que todos os esforços sejam direcionados a esse objetivo;
  • valores: guiam a cultura da organização e a conduta das pessoas que fazem parte dela. São os princípios morais e éticos que norteiam a empresa.

Mapeamento da concorrência

Ao identificar um mercado, é preciso também identificar quem são os principais concorrentes e quais são os seus produtos-chave. Ao compreender a forma de atuação deles, fica mais fácil criar um posicionamento estratégico da sua empresa dentro desse mercado.

Quando falamos em posicionamento estratégico em relação à concorrência, estamos falando basicamente de diferencial competitivo. Se o seu produto é diferente dos demais, é preciso demonstrar isso de forma clara para o público, para, de fato, ter vantagem.

Se é um produto igual ou similar aos da concorrência, a precificação e a forma de apresentação dele contribuem para atingir esse diferencial. Todos esses pontos devem estar presentes no plano de negócios, a fim de criar uma maneira sólida de enfrentar a concorrência.

Haverá concorrentes em todos os mercados, salvo exceções de raros produtos muito inovadores, o que torna esse mapeamento ainda mais necessário.

Existem três modos de se diferenciar no mercado, saiba um pouco mais sobre cada uma delas:

  • por custo: otimização de processos e recursos a ponto de torar o seu custo bem inferior ao da concorrência, tornando possível que seus investimentos no crescimento da empresa sejam maiores que os dela;
  • por foco: imersão em um nicho muito específico, fazendo com que todos os esforços da empresa sejam direcionados à solução de problemas dele;
  • por diferenciação: trata-se de tornar o seu produto ou serviço únicos no mercado, por meio de estratégias que sejam difíceis de ser copiadas pela concorrência. É tornar-se exclusivo.

Apresentação do produto

Como mencionamos a importância de uma boa apresentação do produto, é válido explanar um pouco mais sobre esse tema. Uma apresentação de excelência deve ter, de forma clara, as principais características bem detalhadas, o resultado esperado do uso e os benefícios da compra.

Diversas empresas pecam nessa etapa exatamente por não englobarem esse fator em seu plano de negócios. Elas até têm ótimos produtos, mas não sabem quais são os melhores meios de apresentá-los para o público.

Elementos para tirar as ideias do papel

Após criar a teoria do negócio, é hora de encontrar os elementos necessários para tirar essas ideias do papel. Dentre eles, podemos citar os valores necessários para custear as ações (o que envolve um bom planejamento financeiro) e a definição da estrutura necessária para a empresa atuar (espaço físico, ponto comercial, equipe, loja virtual etc.).

Esses elementos ajudam a colocar a empresa de fato em ação, dando a ela o panorama necessário sobre como e onde atuar.

Planejamento de marketing e vendas

Depois de tudo isso realizado, é preciso garantir que o seu produto ou serviço chegue até o público desejado, por isso, é preciso haver um planejamento de como isso será feito. Aqui se definem ações como:

  • criação de identidade visual;
  • criação de site/blog e presença digital;
  • participação em eventos do segmento;
  • investimento em mídia online e offline;
  • criação de ações promocionais e de ativação da marca;
  • definição de processo para as equipes de marketing e vendas;
  • definição de indicadores de desempenho das ações com base nos objetivos da empresa.

Vale lembrar que marketing e vendas são as áreas responsáveis por gerar a receita esperada para a empresa e, portanto, o seu planejamento precisa estar muito bem alinhado às metas e objetivos da organização.

Qual é a importância de um bom plano de negócios?

Levando em conta todas as características apresentadas, vimos que o plano de negócios é de vital importância para qualquer empresa, independentemente do seu tamanho.

Abrir mão de usá-lo é se lançar no mercado sem as ferramentas certas para alcançar um nível suficiente de competitividade e sem os recursos necessários para se destacar. Alguns dos pontos que ajudam a compreender a importância de um plano de negócios você verá nos tópicos a seguir. Confira!

Amplia a visão da empresa

Para montar um bom plano de negócios, é fundamental que o gestor conheça bem a sua empresa e as principais características dela. Além disso, ele precisa ter bem definidos a sua missão, os seus valores e os seus diferenciais.

Compreender tudo isso ajuda a ampliar a visão sobre o próprio negócio, e essa ampliação ajuda a desenvolver o chamado “olhar clínico”, tornando a análise mais consciente. Em diversas ocasiões, uma ideia boa na teoria acaba se mostrando inviável no plano de negócios, o que ajuda a eliminá-la no momento certo, ou seja, antes de ser posta em prática.

Facilita a busca por investidores

Um plano de negócios é importante para apresentar a empresa para investidores e até mesmo para conseguir financiamentos e empréstimos junto às instituições financeiras. É por meio desse documento que as pessoas conseguem entender o funcionamento do seu negócio e a estrutura dele, o que auxilia na tomada de decisão sobre investir ou não.

Em relação aos financiamentos, muitos são negados ou pela falta de um plano de negócios ou pela apresentação de um que não é considerado relevante. Sob esse cerne, pode-se dizer que o plano de negócios é um cartão de visitas da sua empresa e que a qualidade dele é fundamental para obter resultados melhores.

estratégia de expansão

Permite um planejamento a longo prazo

Já dá para perceber pelo nome: o plano é algo que remete ao futuro. Sendo assim, o plano de negócios é a melhor forma de fazer um planejamento a longo prazo, tendo uma noção melhor do que vai acontecer e aproveitando isso para criar um modelo de negócios escalável.

Com a definição de metas e objetivos, é possível prever o que será necessário para alcançar o patamar desejado. Essa definição mostra que o documento é muito importante para nortear e dar indicações sobre os projetos futuros.

Traz mais segurança

Contar com um plano de negócios é tornar a empresa muito mais segura. A segurança se baseia numa estruturação melhor da forma de atuação. O apoio do plano é crucial para melhorar os resultados e trazer mais segurança para todos os envolvidos no negócio: gestores, colaboradores, sócios, acionistas e investidores.

O desenvolvimento do plano também contribui para a avaliação, a diminuição e o controle de riscos, o que faz com que a segurança se torne algo cultural dentro da empresa.

Torna a empresa mais versátil

A versatilidade é importante no mercado exatamente pelas diversas variações que ele apresenta. Com a era digital e as amplas opções existentes, o gosto do público muda cada vez mais rapidamente.

Por isso, é essencial ter em mãos os recursos necessários para ser uma empresa versátil, os quais podem ser delineados em um bom plano de negócios. Caso a sua empresa queira uma mudança mais radical e escolha trocar o ramo de atuação, o plano é fundamental para que ela se adapte à nova realidade.

Quais vantagens a elaboração de um plano traz para a empresa?

Imagine se a sua empresa tivesse um GPS que a levasse mais facilmente até os objetivos desejados! O plano de negócios funciona basicamente dessa forma, trazendo, assim, inúmeras vantagens para a organização.

Confira, nos tópicos a seguir, alguns dos benefícios que a elaboração de um plano de negócios apresenta.

Aprimoramento do negócio

O plano de negócio permite ao empreendedor aprimorar e validar a ideia, de forma a torná-la mais clara e precisa. Dessa maneira, ele terá que buscar conhecimento sobre como ela se encaixa no mercado com base no contexto geral da situação. É isso que tornará a ideia uma oportunidade de negócio de fato.

Melhoria nas negociações

O plano de negócios ajuda a entender os objetivos da empresa e contribui para uma apresentação mais qualificada dos produtos e serviços, o que é essencial para que se consigam condições melhores.

A excelência nas negociações é fundamental para atingir resultados em grande escala. E o melhor é que, quanto mais eles acontecem, mais se ganha expertise em negociar — o que certamente é uma grande vantagem competitiva no mercado.

Rentabilidade do negócio

Com negociações melhores e objetivos bem alinhados, a rentabilidade do negócio fica favorecida. Vale lembrar que a rentabilidade não é só a lucratividade, mas sim o êxito econômico do capital investido na empresa.

O sucesso econômico está relacionado ao bom trabalho feito nas finanças da empresa — a capacidade de fazer bons investimentos, um controle adequado do capital de giro e um planejamento financeiro bem aplicado estão dentro desse conceito.

O plano de negócios ajuda em tudo isso. Mas, mais importante, evita que o lucro acabe se perdendo em ações mal gerenciadas ou mal realizadas.

Protege de situações desfavoráveis

Proteger-se de situações desfavoráveis é um fator que deve ser bastante considerado em qualquer negócio. Sabendo que existem períodos de maior e menor movimento, um plano de negócios ajuda a simular essas situações.

A simulação traz respostas para perguntas como: o que fazer em períodos em que as vendas caem 30%? Como utilizar o lucro do período em que a empresa vende 40% a mais? Essas respostas são essenciais para criar um direcionamento e um controle financeiro melhor.

Melhor desempenho da equipe

Ao ter objetivos e metas bem definidos, fica mais fácil orientar a sua equipe. O resultado disso é uma melhora natural no desempenho dela. Quando se sabe para onde se deve ir, os resultados são melhores. E com resultados melhores, a motivação aumenta.

O plano de negócios também favorece o desempenho ao fornecer os recursos e a estrutura necessária para que os colaboradores desenvolvam o seu trabalho da melhor forma possível. Em um ambiente propício e agradável, a produtividade é alavancada. E a empresa consegue atuar sempre em alto nível, mesmo com as eventuais substituições de funcionários.

colaboradores são fundamentais

Facilitação da análise de mercado

Infelizmente, o Brasil apresenta um índice elevado de mortalidade de novas empresas. O plano de negócios funciona como um “antídoto” para esse mal. Também garante a existência das que já estão no mercado.

Ele traz os elementos necessários para avaliar o empreendimento sob o viés mercadológico, financeiro, técnico, jurídico e organizacional. Essa avaliação traz uma noção do funcionamento do negócio em todos esses aspectos.

Ter essa noção ajuda a avaliar a evolução do negócio. E isso vai desde a sua implementação até a apresentação de fato do negócio ao mercado. Isso traz uma possibilidade de comparação entre o que foi idealizado e a realidade encontrada.

Como fazer um plano de negócios?

Uma das grandes dicas para se montar um plano de negócios de sucesso é visualizar antes como ele funcionará. Ao agir assim, é possível fazer as mudanças necessárias antes de estruturar as ideias. E, assim, conseguir responder melhor às perguntas levantadas, e essas respostas guiarão a definição da estratégia.

Dessa forma, é preciso que constem no plano as fontes de receita e os clientes que serão buscados nessa estratégia. A logística de distribuição e armazenamento de produtos também devem ser apresentadas, bem como as ferramentas escolhidas para fazer a gestão do negócio e os custos envolvidos nos processos.

Existem inúmeros modelos que facilitam essa estruturação, por exemplo, o Canvas Business Model Generation (BMG). O Canvas BMG é uma ferramenta que permite realizar um planejamento estratégico e esboçar modelos de negócios.

Formas de atuação

Outra dica fundamental na montagem do plano de negócio é definir as diversas formas de atuação que a sua empresa terá. Isso ajuda a criar direcionamento das ações para que, ao mesmo tempo em que elas sejam diferentes, também possam se complementar.

Um bom exemplo disso é uma escola de música que trabalha com dois formatos diferentes. Em um deles, ela recebe uma mensalidade (aulas regulares); no outro, ela recebe um valor único (curso de extensão). Essa definição direcionará a estratégia para ambos os casos. Entram aqui a estrutura necessária, gastos, divulgação, relacionamento com cliente, entre outros.

Mesmo com essas diferenças, não é preciso criar um plano de negócio para cada situação. Com um plano de negócios bem elaborado é capaz de contemplar todas as estratégias da empresa, o que inclui as fontes de receita diferentes, permitindo, assim, visualizar melhor o quanto cada uma delas impacta o negócio todo.

Os 4 Ps

Após definir o modelo a ser utilizado, é preciso traçar uma estratégia de apresentação ao mercado. Portanto, mostrar ao público quem é a sua empresa e qual a proposta dela. Nesse momento, é recomendado pegar emprestados alguns fundamentos do marketing. Utilizaremos os 4 Ps, pois eles ajudam a criar um panorama da estratégia de vendas e divulgação. Veja quais são eles:

  • produto: esse primeiro P ajuda a entender de fato o que é o seu produto, além das vantagens e diferenças em relação ao que existe no mercado. Isso torna mais claro quais são as soluções que ele apresenta;
  • preço: a precificação é muito importante tanto para as finanças da empresa, como para atrair o público. Para fazê-la da maneira correta, é preciso entender os seus custos e também a demanda existente no mercado;
  • praça: a definição de onde e como os seus produtos serão distribuídos é essencial. Ela também deve constar em um plano de negócios. Afinal, essa prática ajuda a criar uma logística mais precisa e bem estruturada;
  • promoção: depois dos 3 Ps anteriores, é necessário definir os meios de promover o seu negócio. Nessa etapa, você deve estabelecer o montante que será investido e os meios escolhidos para tal (mídias).

Por que uma franquia é um bom plano de negócios?

Uma das grandes vantagens do investimento em uma franquia é que, normalmente, elas já apresentam um plano de negócio estruturado e testado para o sucesso. Outros empreendedores já seguiram esse mesmo plano e obtiveram êxito. Por isso, o investimento em uma franquia acaba se tornando ainda mais seguro.

Mas, para garantir que tudo saia como estabelecido no plano da franqueadora, é necessário que alguns cuidados sejam tomados. São eles que você conhecerá nos tópicos a seguir. Confira!

Alinhe o seu plano de negócios ao da franqueadora

Normalmente as franqueadoras já têm modelos pré-estabelecidos para o marketing, o comercial, o administrativo e outras áreas da empresa, inclusive, contando com treinamentos para capacitação dos profissionais que atuaram em cada departamento para que trabalhem de acordo com os paradigmas da franquia.

Tudo isso é muito positivo e ajuda muito no desenvolvimento do novo negócio. Porém, você, para chegar à conclusão sobre o investimento em uma franquia, seguiu o seu próprio plano de negócios. E agora ele precisa estar alinhado ao da franqueadora.

Por exemplo, o investimento necessário em equipamentos e mão de obra precisa ser compatível com o seu capital. Os canais de atendimento têm que coincidir com o modelo da franqueadora. E além disso, a proposta de valor de ambos deve ser a mesma.

Mantenha o seu plano de negócio consistente

É possível que a adaptação do seu plano ao da franqueadora gere alguns tipos de divergências em um primeiro momento. E também que, mudanças ambientais, politicas, econômicas e tecnológicas causem ainda mais mudanças no seu plano inicial.

Por isso, é de extrema importância que essas “pontas que vão se soltando” não sejam ignoradas de forma alguma. Para isso, reveja o plano de negócios mensalmente. Faça nele os ajustes que forem necessários para que você se mantenha no controle da situação.

Conte com o apoio da franqueadora

Contar com o apoio da franqueadora é um dos principais diferenciais do investimento em uma franquia. Por isso, não abra mão de conversar com seus representantes sempre que julgar necessário.

A maior vantagem de uma franquia é lidar com um plano de negócios que já foi utilizado e bem-sucedido antes. Por isso, mesmo diante de mudanças macroambientais, a franqueadora será capaz de ajudá-lo.

Este artigo traz um guia definitivo sobre o plano de negócios, inclusive para franquias. Logo, mostra o quanto ele é importante para a sua empresa. Além disso, quebra o mito de que só serve para grandes corporações.

Ele serve como um apoio para todas as horas e para padronizar a sua forma de atuação rumo à excelência. Por isso, é importante que os gestores da empresas se envolvam na sua elaboração e o conheçam a fundo.

A busca por conhecimento é um fator primordial para que o seu plano de negócios seja cada vez melhor. Contar com o apoio de uma consultoria especializada também é uma boa forma de garantir que o plano de negócios cumpra o seu papel.

Enfim, que tal aprender tudo o que você precisa saber antes de abrir uma rede de franquias? Para isso, conheça as 5 melhores práticas para expandir os negócios por meio delas!

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