Franquias ensinam a andar de skate e custam R$ 110 mil

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Com quatro milhões de praticantes de skate no Brasil, o mercado movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano no país. Os dados são da pesquisa do Sports Good Intelligence Europe de 2012. De olho nas oportunidades, começam a surgir franquias de lojas que vendem skates e acessórios e possuem até pistas para ensinar o esporte.

ebook sobre formatação de franquias

É o caso da Skate Brothers, que tem uma loja própria na Lapa (zona oeste de São Paulo), e da Skate Center, com loja no Tatuapé (zona leste da capital paulista).

Para abrir uma unidade da Skate Brothers, o investimento inicial parte de R$ 100 mil (custos de instalação e taxa de franquia), apenas para a loja. Mas, a construção de uma minipista exige, em média, mais R$ 10 mil, segundo a rede.

O capital mínimo para uma franquia da Skate Center é de R$ 280 mil (com taxa de franquia, custos de instalação e capital de giro). Contudo, essa taxa já prevê a construção de uma minipista.

Aulas cativam público novo

A Skate Brothers começou como uma loja virtual e, em 2006, Marcelo Biondi, 45 inaugurou sua loja física. A mensalidade custa R$ 250, para uma hora de aula por semana.

“A pista ajuda a atrair clientes, mas o nosso carro-chefe são os skates montados e as peças para reposição”, afirma.

Assim, na Skate Center, o principal serviço são as aulas. As mensalidades variam de R$ 95 (com aulas uma vez por semana no plano semestral) a R$ 320 (com aulas três vezes por semana no plano mensal).

“As aulas começaram de maneira informal, com um dos vendedores ajudando clientes, geralmente crianças. Então, quando resolvemos nos especializar, fizemos uma reforma e construímos duas minirrampas. Atualmente, temos 200 alunos”, diz o empresário Edson Tuffi Júnior, 28, que abriu a loja em 2010.

Por oferecem aulas para iniciantes, as empresas não são afetadas pela oferta de espaços públicos para a prática do skate, por exemplo.

Marca própria e patrocínio de atletas é estratégia de publicidade

Já a Matriz Skate Shop foi fundada em 2001 pelo skatista profissional Cézar Dal Pozzolo, 32, conhecido como Cézar Gordo. Além de vender produtos nacionais e importados, a loja possui marca própria de roupas e aposta no patrocínio de atletas para ser referência.

A rede tem unidades em São Paulo e em Porto Alegre, sendo duas próprias e uma franqueada. Outras duas franquias devem ser inauguradas ainda este ano em Canoas (RS) e Maringá (PR). O investimento inicial parte de R$ 380 mil.

“O fato de ser de um atleta profissional aumenta a credibilidade perante os clientes e os interessados na franquia. Então, conhecemos as marcas do mercado, sabemos os que os skatistas querem”, diz Dal Pozzolo.

Rampa aumenta custo do negócio, e franqueado precisa de suporte

José Carlos Fugice, da consultoria de negócios GoAkira, diz que o segmento está em crescimento e outras franquias devem surgir. Ele afirma que é uma tendência do varejo oferecer também serviços, como aulas, por exemplo.

“Isso ajuda a criar uma experiência de compra, pois é o que o consumidor quer hoje em dia. Se o objetivo dele é apenas a compra, ele pode fazer isso pela internet. Numa loja como essa, ele pode comprar o produto e já experimentar no local”, declara.

No entanto, para João Augusto Bueno, da consultoria Fabrica3, o ponto negativo é que esse modelo de negócio exige um ponto comercial maior. Isso encarece a operação devido aos altos custos de ocupação nas grandes cidades.

Assim, ele ressalta ainda a importância de avaliar o suporte oferecido pela franqueadora. “As marcas são relativamente novas e não têm abrangência nacional. Então, é importante levar em conta outros quesitos na hora de escolher a franquia, como contato com fornecedores e importadores e o auxílio oferecido para a gestão”, afirma.

Fonte: http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2014/07/03/franquias-ensinam-aprendiz-a-andar-de-skate-e-custam-a-partir-de-r-110-mil.htm

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