Gestão de Estoque: Como o giro de produtos afeta o seu lucro

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Para um industrial, o estoque costuma ser visto como um “buffer” de segurança, uma garantia de que a linha de produção não irá parar. No varejo, o estoque não é um porto seguro; ele é dinheiro que, se ficar parado, começa a “apodrecer” financeiramente.

A lucratividade no varejo está diretamente ligada à velocidade com que o capital investido em mercadorias retorna para o caixa da empresa acrescido da margem de lucro. É aqui que entra o conceito fundamental de giro de estoque. Quem não domina essa métrica não gere um negócio; apenas administra um depósito de capital imobilizado.

O estoque parado é um dos maiores “ralos” de lucratividade em uma rede de lojas. Um produto que permanece na prateleira por mais de 90 dias deixa de ser um ativo e passa a ser um passivo. Além de ocupar o espaço físico (cujo custo de metro quadrado é caríssimo em shoppings e ruas comerciais), ele consome o “oxigênio financeiro” da operação.

Dinheiro preso em mercadoria que não gira é dinheiro que falta para pagar fornecedores, investir em marketing ou expandir a rede. No varejo de moda, eletrônicos ou bens de consumo, o estoque parado ainda sofre com a depreciação e a obsolescência, forçando a empresa a realizar liquidações agressivas que destroem a margem de contribuição apenas para recuperar o capital investido.

A análise do giro de estoque permite entender quantas vezes o seu capital “deu a volta” no ano. Uma loja que opera com margens menores, mas com um giro altíssimo, pode ser muito mais lucrativa do que uma loja de margens altas onde o produto demora meses para sair.

O indicador-chave para medir essa eficiência é o GMROI (Gross Margin Return on Investment). Ele responde à pergunta: para cada real investido em estoque, quantos reais de lucro bruto retornaram? Manter um giro saudável exige um monitoramento semanal de “estoque morto” e de “cobertura de estoque”, garantindo que a loja tenha o produto certo, na hora certa, mas sem excessos que engessem o caixa.

Mas saber que produto giro ou não é só o primeiro passo. Muitas vezes, o gargalo está em um elemento anterior da cadeia: o de gestão de compras. Pressão de fornecedores por compras expressivas, por entrada de novos mix de produtos, negociações de oportunidade em cima de valores agressivos, relacionamento de cadeia… tudo isso de alguma maneira acaba, muitas vezes, por pressionar o estoque da ponta além dos números de previsão de demanda.

É importante ter em mente um grande fator: uma gestão de compras eficiente é o que separa as redes saudáveis daquelas que vivem em liquidação constante. O erro comum de “empurrar” o que a fábrica produz para a loja pode ser fatal em termos de lucratividade, dinâmica de caixa e eficiência operacional. No varejo próprio ou franqueado, a lógica deve puxar o que o consumidor deseja, e não o contrário.

A eficiência financeira nasce na gestão da mercadoria. O estoque deve ser tratado como um organismo vivo, que precisa fluir com agilidade para gerar a rentabilidade esperada pelos acionistas e franqueados. O controle rigoroso do giro é o que permite que a empresa tenha fôlego para crescer e resiliência para atravessar momentos de oscilação no mercado.

A GOAKIRA atua justamente nessa “cirurgia estrutural” dos processos de suprimentos e vendas. Como parceira de negócios, ajudamos indústrias D2C e redes de franquias a redesenharem sua gestão de compras e inteligência de abastecimento. Através da implementação de rituais de monitoramento de KPIs e ferramentas de Business Intelligence, transformamos o estoque de um centro de custo em um motor de lucratividade no varejo. Nosso foco é garantir que cada real investido em mercadoria retorne o máximo de lucro possível para a sua operação.

O seu estoque está trabalhando para você ou consumindo o seu lucro? Vamos otimizar o giro da sua rede.

Por Patricia Cotti – Sócia-Diretora da Goakira, Diretora IBEVAR, Colunista Central do Varejo, Professora dos MBAs da FIA, ESPM, ESECOM, USP

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